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Energia - A Jóia da Vida

de Maria

em 14 Mar 2009

   A energia psíquica no ser humano depende da força espiritual que se acumula pela Consciência de si, pela devoção ou pelo altruísmo. Em todos os casos ela está sempre presente como força anímica natural, sendo a força motriz da energia de vida que é usada na sobrevivência de cada um, no seu dia-a-dia. Assim, a energia espiritual acumula-se gradualmente, mas pode-se criar mais energia pela vontade consciente no melhoramento do carácter, que o mesmo é dizer pelo aperfeiçoamento e realização humana.


As acções altruístas, abnegadas bem como as devocionais, podem ser de variada ordem, tal em prol de outrem ou da humanidade, mas a Consciência de si passa pelas resoluções internas na conquista dum superamento humano, seja pela renúncia seja pela coragem, que visa pela determinação alcançar objectivos e estados, que permitam cada vez mais, a libertação dos laços ou correntes que atam a evolução espiritual mais consciente.

A energia espiritual provém da força interior, do alinhamento com o Eu Superior, não confundir com a personalidade ou força do ego, e é a força que nos impulsiona na via correcta e que nos alenta, para enfrentar o quotidiano e os seus usuais problemas, com força sempre renovada. Como o fogo que se alimenta de mais uma acha na fogueira, assim a energia psíquica aumenta dependendo da força espiritual. Uma forma de criar e acumular energia psíquica é o silêncio. Períodos de silêncio permitem recolher força interior pela quietação mental, possibilitando ao cérebro funcionar no seu próprio ritmo e produzir suficientemente as substâncias (aminoácidos) que fomentam de forma natural, o bem-estar ou mesmo a felicidade, regenerando e revigorando todo o organismo.
O mais difícil na maioria das pessoas é depois saber conservar essa energia. A energia espiritual (energia psíquica qualificada), na realidade, já provém de uma atitude de vida (razão pela qual se gera naturalmente) e que se deve manter pela disciplina de vida. Contudo, é necessário aprender a não desperdiçar a energia com coisas inúteis, conversas fúteis ou escusadas, emoções fortes e desequilibradas e alimentos pesados. Tudo isto deve ser conquistado pela vontade e abnegação, em benefício da realização espiritual, o que constitui a jóia mais preciosa da razão da vida em si mesma; pois tal um cristal que irradia a luz reflectida pela transparência da sua pureza, assim a mente deve reflectir também a transparência interna da Consciência Pura, quando transmutada a energia psíquica na força e irradiação puramente espiritual.

A energia psíquica existe em todas as criaturas, mas na realidade, a reserva da mesma depende da qualidade ou atitude, isto é, quanto mais consciente é o Ser mais desenvolve os seus valores, e mais energia gera e acumula, ultrapassando os níveis dos planos astrais para os planos mentais e búdicos ou espirituais. Esta é a energia que devemos conter, manter e usar no objectivo correcto. O modo de elevar a energia psíquica naturalmente é através da forma de pensar. Quanto mais elevado ou positivo o pensamento, mais refinada a energia se torna, dando por sua vez mais Consciência de si, qualificando assim a energia num todo. Quando projectada nos níveis elevados tal irradiação, ela repercute-se em todos os corpos subtis e espirituais.

A energia psíquica em si, nos níveis mais baixos, esgota-se facilmente; só quando se transpõe a actividade do pensamento do meramente mental, para os objectivos espirituais é que se desenvolve e fortalece uma poderosa força, que reforça a energia psíquica e se estrutura todo o organismo psicossomático, beneficiando todos os corpos: físico, subtis ou etéricos e espirituais. A vida do Ser passa a ser comandada a partir de níveis superiores, portanto, dos ideais elevados, das acções altruístas, da aspiração espiritual, armazenando assim cada vez mais energia para a sua própria realização espiritual. É desta forma que melhor se prepara para a usar também em prol dos outros, fazendo-o naturalmente com maior objectividade e sabedoria. Aprende-se, naturalmente, a qualificar os pensamentos e a fortalecer as acções.

Que força impulsiona o cérebro a criar as suas próprias substâncias das quais deriva a própria felicidade interior, senão a vontade? A vontade produz efectivamente uma acção sobre o cérebro. A vontade activa e modifica as funções neuronais, como um campo de força que impulsiona uma acção sobre todo o cérebro, despoletando ligações e produzindo mais energia espiritual.
   (... continua)  
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