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A Eterna Questão

de Maria

em 16 Set 2010

   (Na sequência da crónica anterior “Em busca das origens”)

O físico inglês Stephen Hawking com o seu novo livro, O Grande Desígnio tem matéria que baste para dar sequência a uma discussão inútil, sem sentido, e sem nos levar a qualquer bom porto, que o mesmo é dizer a lugar nenhum. Diz de sua cátedra que a criação do Universo dispensa a necessidade de Deus*.


Ao longo de milhares de anos esta interrogação sobre a existência ou não de Deus, sempre intrigou os seres humanos dividindo-os, sendo causa e suporte de muitas batalhas, tanto teóricas como físicas, permanecendo essa divisão ainda hoje. E porquê? Simplesmente, porque esta resposta, só pode ser encontrada interiormente, no recanto do coração e na mente-inteligência de cada um. Não há uma fórmula mágica que sirva como lei para que todos acreditem, nem equações matemáticas que levem a conclusões transcendentes. Hawking é daqueles cientistas de conclusões precipitadas, onde já por várias vezes, se viu obrigado a corrigir as suas declarações ao nível científico. Porque temos de acreditar nele? Que autoridade lhe foi concedida para ser o porta-voz de uma sentença tão grave?

Quem são os que sob protecção da Ciência ousam sentenciar sobre os conceitos, devoções e crenças da humanidade com uma imposição manipuladora, protegidos por alguma cátedra famosa como é o deste caso, a de Newton, ocupada por Stephen Hawking? É, pois, muito infantil acreditar que aqueles que, credenciados como cientistas tenham a seu cargo resoluções de magnitude espiritual, a qual deve ser resolvida pessoalmente, e não por leis materiais ou teorias intelectuais. Afirmar ou negar a existência de Deus passa por uma convicção interior e não por influência de ignorantes, mesmo com títulos notáveis.

O que podem imaginar as pessoas o que seja Deus? Um ser sentado num trono bramindo o seu ceptro quando alguém se porta mal? Ou um Ser benevolente que envia as suas bênçãos quando esse alguém se porta bem, tal um Pai condescendente? Obviamente, que se trata de imagens infantis capazes de revelarem carências de natureza psicanalítica, para proteger e essencialmente desculpar toda a sorte de desvios ou travessura de crianças irrequietas. Sim, na realidade, esta discussão sobre a existência ou não de Deus carece de pureza espiritual e de refinamento mental.

Poucos foram os homens da ciência que alcançaram a transcendência por muito valor humano ou intelectual que possam ter tido. E, como há uma distância de bilhões de anos-luz, entre os sábios que transcenderam a sua pequenez, os iluminados que após uma vida profunda na investigação interior O descobriram e, actualmente os ditos cientistas, que por mera equação matemática ou quântica resolvem banir Deus do Cosmos! Na realidade, quem O encontra abstém-se de disputas.

Será que Hawking persegue a batalha incoerente de Richard Dawkins apostado em manipular a mente dos mais fracos que não sabem, ou não querem pensar por si próprios, acomodando-se a que outros pensem por eles?

De facto, este tipo de fundamentalismo científico apenas se vem igualar ao fundamentalismo religioso, sendo certo, que não é pela força ou conversão que se ganha a confiança e credibilidade na demanda de prestígio. Não, não nos convence, até porque não é um emissário do divino (não acredita Nele) portador de mensagens esperançosas para a humanidade, tal Avatares, que trazem sempre a palavra da Salvação confortando, e não para trazer divisão e confusão, intensificando a que já existe por mero mediatismo.

Só com uma boa dose de humildade e outra de sabedoria se tem o poder que confere credibilidade a quem deseja influenciar a humanidade a encontrar a Harmonia e o rumo que leva à realização transcendente de Deus.

Convém, então, que continuemos a investigar a nossa origem… Em qualquer área ou campo de saber o podermos fazer e não é à ciência ou quem quer que seja, que compete decidir se Deus existe ou não!

* Uma bela descrição da arquitectura do Universo encontra-se no texto "A Expansão Cósmica da Luz" no livro Folhas de Luz editado pelas Publicações Maitreya.
     


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