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Coexistências

de Ana Maria Cordeiro

em 03 Mar 2012

   Nestes dias em que desejamos a chuva, mas ao mesmo tempo, já cheira a Primavera, os dias são maiores e a natureza não deixa que nos esqueçamos da chegada da próxima estação, tem-me ocorrido uma série de situações que, coabitando, parecem antagónicas e que a maior parte de nós, quando aponta ou refere umas, se esquece de outras.


Estamos com um país em “crise”, onde existe uma “Capital Europeia da Cultura”; Vivemos uma recessão económica mundial, mas o progresso tecnológico e científico, nunca foi tão acelerado, desde o fabrico em massa dos carros eléctricos à descoberta de técnicas para doenças até aqui incuráveis, passando pelas descobertas astronómicas e arqueológicas que nos vêm mostrar o Passado e o Futuro cada vez mais próximos e consequentes; a par de todas essas descobertas que levarão certamente a uma melhoria da qualidade de vida dos humanos, continuamos a saber que há populações que morrem com fome e falta de cuidados básicos, situações para as quais os governantes e senhores do mundo alertam, escrevem, publicam e reúnem, muitas vezes sem grandes resultados, mas para quem essas “preocupações” os deixam em paz e apaziguam a sociedade.

Quase a terminar o Inverno no Hemisfério Norte, em Portugal queixamo-nos da falta de chuva, esquecendo a ”Primavera radiosa”, que contrastou nestes três meses com o frio que congelou a Europa, (sim, o nosso continente) e fez perder tantas vidas mas, ainda tristes com as temperaturas amenas, já nos queixamos da falta da chuva e da Primavera “que deverá ser péssima”. No entanto as árvores florescem, as andorinhas surgem e as primeiras flores já cá estão; no planeta Terra reúnem-se os maiores especialistas mundiais para progredir e aumentar valores e leis que possam inovar e manter costumes ecológicos, por forma, a garantir a sustentabilidade do Planeta e fazer permanecer a harmonia, mas continuam as guerras fratricidas em que muitas vezes as Nações mais poderosas nada fazem ou incentivam até esse espírito bélico para daí tirarem dividendos. Quando, ao nível das descobertas científicas e astronómicas, cada vez mais e mais se avança em conhecimentos de novas galáxias, planetas e possíveis formas de vida, continuamos inconscientemente a levar a Terra à exaustão com tanta exploração intensiva a todos os níveis e ainda nos congratulamos com isso através dos alimentos transgénicos, ou a depauperação do solo e do subsolo.

Haverá sem dúvida muitos mais exemplos de contradições, mas preferia referi-los como coexistências: o bom e o mau, o belo e o feio, a eterna dualidade de que por vezes nos esquecemos mas que nos obriga a tomar decisões e a fazer escolhas.

Transpondo estes exemplos para a nossa vida interior, para a nossa pretendida evolução espiritual, parece-me que as situações de decalcam e que teremos de estar muito atentos para, no papel do observador, discernirmos o que nos convém, evitarmos o que não nos é útil, mas termos a permanente consciência de que tudo muda....

Impermanência ou coexistência? Reflictamos sobre isto, afinando as nossas escolhas e distanciando-nos do que não importa.
     


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