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A Lei do Amor

de Alice Bailey

em 03 Mai 2012

   Neste breve resumo não é fácil encarar o tremendo problema que o amor desempenha no esquema evolutivo das coisas tal como ele é compreendido pelo homem tridimensional. Poderia escrever-se um tratado sobre isto sem esgotar o tema. Muita luz se obterá se pudermos meditar profundamente sobre as três expressões do Amor: o Amor expresso pela Personalidade, pelo Ego e pela Mónada. A Personalidade desenvolve o amor gradualmente por meio das etapas do amor ao eu, aos amigos, aos homens e mulheres, até chegar à etapa do amor à humanidade ou à consciência do amor grupal, característica predominante do Ego.

Um Mestre de Compaixão ama, sofre e permanece com os da sua classe e seus próximos. O Ego desenvolve gradualmente o Amor à humanidade até chegar ao Amor Universal – não expressa somente amor à humanidade, como também a todo o envolvimento dévico e a todas as formas de manifestação divina. A Personalidade expressa o amor nos três mundos, o Ego expressa o amor no sistema solar e todo o seu conteúdo, enquanto que, o amor expressado pela Mónada demonstra em alguma medida o amor cósmico, abarcando tudo o que se encontra fora de todo o sistema solar.

Este termo ”Lei do Amor” é, afinal, uma expressão demasiado genérica para ser aplicada a uma lei que rege um plano, mas terá de bastar por agora, uma vez que transmite o tipo de ideia necessária às nossas mentes. Na realidade, a Lei do Amor não é senão a Lei do sistema que se expressa em todos os planos. O amor foi o motivo impulsor para a manifestação, e é ele que mantém tudo numa sequência ordenada, conduzindo para o caminho de regresso ao seio do Pai e, eventualmente, é ele que aperfeiçoa tudo quanto existe. Ele constrói as formas que anicham momentaneamente a vida oculta, sendo ele a causa da desintegração dessas formas e de sua total destruição, para que a vida possa progredir.

O amor manifesta-se em cada plano como o ânimo que impulsiona a Mónada em direcção à sua meta; é a chave para o reino dévico e a razão da fusão dos dois reinos no eventual divino Hermafrodita. Actua através dos raios concretos na construção do sistema, e no erigir da estrutura que alberga o Espírito, actuando através dos raios abstractos para o pleno e potente desenvolvimento dessa divindade inerente. Demonstra, por meio dos raios concretos, os aspectos da divindade, formando a persona que oculta o Eu uno; o amor manifesta-se por meio dos raios abstractos, desenvolvendo os atributos do divino, ao abrir no interior, e no seu mais elevado exponencial, o reino de Deus. Nos raios concretos, o amor conduz ao caminho do ocultismo; nos raios abstractos conduz ao caminho do místico. Conforma as envolturas e inspira a vida; produz a vibração logóica que impulsiona para seguir em frente, impelindo para o caminho, e conduzindo tudo à manifestação perfeita.

O sexto Raio de devoção e a sexta lei do amor têm uma estreita ligação, produzindo-se, no sexto plano, o poderoso resultado na Tríade inferior, a Personalidade, da Lei do Amor. No plano astral, residência dos desejos, originam-se esses sentimentos a que chamamos amor pessoal, apresentando-se como paixão animal no tipo inferior do ser humano; à medida que a evolução prossegue, apresenta-se como expansão gradual da faculdade de amar, passando pelas etapas do amor ao companheiro, amor familiar, aos próximos, até ao amor pelo próprio meio ambiente; mais tarde o patriotismo é substituído pelo amor à humanidade, frequentemente a humanidade personifica-o num dos Grandes Seres. O plano astral é, actualmente, o mais importante, uma vez que é no desejo – não aperfeiçoado, não transmutado – que reside a diferença entre a consciência pessoal e a do Ego.

Na sexta cadeia de cada esquema, esta sexta lei e o sexto Raio têm um significado muito importante, enquanto a sétima cadeia de cada esquema é sempre sintética – Amor e Actividade em perfeito equilíbrio. O mesmo efeito pode ser demonstrado na sexta Ronda. Na sexta Ronda da presente cadeia do esquema da Terra, a sexta lei demonstrará, com grande clareza e força, como amor traduzido em fraternidade, amor transmutado do astral ao búdico. Assim, na sexta raça - raiz e na sexta sub-raça uma analogia semelhante poderá ser observada. Dos restos da forma da quinta sub-raça, construída sob o quinto Raio do Conhecimento Concreto, com a ajuda da quinta Lei da Fixação, emergirá a sexta sub-raça do amor fraternal – amor demonstrado na realização da vida una, latente em cada filho de Deus.

Excerto do livro Tratado do Fogo Cósmico
Tradução de Helena Gallis
     


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