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Conceito de Felicidade

de Maria

em 26 Dez 2013

   O conceito de felicidade é muito relativo, já que depende muito do estado e grau de consciência de quem a vive, havendo também um valor adaptativo e funcional de cada um, para sentir de forma peculiar essa felicidade. Para uns, a felicidade depende dos bens materiais, para outros da saúde e, apenas uma minoria busca-a no seu interior. Raro é aquele que a encontra em Deus. Para o que está desperto para o caminho espiritual a felicidade consiste, em parte, na clareza mental e no desabrochar do seu coração. Mente lúcida e amor incondicional (amor divino) são a verdadeira felicidade e, esta vai-se ganhando com a consciência do aperfeiçoamento, tendo a devida atenção aos mais pequenos sinais, prevenindo, para que a vida seja feita de forma consciente e objectiva.

Temos, na verdade, a capacidade de intuir a felicidade antes de ela chegar, ou seja, saber que de determinada acção ou movimento pode advir grande felicidade. Isto são sinais para que nos empenhemos no garante do sucesso na acção para a realização de algo, que de outra forma não o faríamos. Esta antecipação mental e emocional (sentida no coração) faz parte da função cognitiva do cérebro em geral, que polariza, integra e regula várias funções cerebrais e permite a mestria, para executar movimentos no sentido de realizar a sua própria felicidade. Isso habilita a ter em conta todos os elementos das situações e usar as “informações” intuitivas no planeamento de objectivos, bem como, criar e ajustar a sua própria conduta aos acontecimentos.

“Homem prevenido vale por dois”, diz o provérbio popular, que enraizado na mente colectiva, deixa claro, que devemos conhecer melhor as vantagens da prevenção. Assim, há muitas formas de olhar o futuro e de beneficiarmos de valores como o optimismo e a esperança. Esta antecipação, se olhada e vivida na confiança em si mesmo, e com plena consciência de que podemos sempre melhorar uma atitude e uma acção no mundo, quer para nós, quer em benefício dos outros, permite concretizar a nossa felicidade de uma forma inteligente e duradoira. Parece um paradoxo, mas esta atenção no preparar da felicidade deixa vago o lugar das preocupações infundadas e ajuda a concentrar no que é útil e com objectivos definidos para as acções e pensamentos.

Vive-se demasiadas emoções associadas às preocupações, tais como medos que ficam contidos e armazenados no cérebro, ocupando espaços que por vezes não deixam margem para a espontaneidade dos acontecimentos mais felizes. Outras vezes deixam-se passar momentos importantes de felicidade, porque se conceitua certo modo de felicidade, estabelecendo um círculo vicioso entre o que se pensa e o que se sente. Quando estamos ansiosos para obter a felicidade, subestimamos os eventos improváveis devido à ideia que temos de felicidade. A vida de muita gente está repleta de imprevisíveis inconvenientes e queixam-se de que tudo lhes corre mal; isto não é mais do que falta de atenção e de prevenção. Deve-se cuidar onde se “põe os pés” e não ligar apenas o “piloto automático”, deixando-se levar pela vida e pelos acontecimentos como uma pétala arrastada pelo vento. O esforço para direccionar a mente e o coração é o caminho rápido e eficaz para a felicidade, pois ajuda a controlar melhor a nossa vida, dá flexibilidade cognitiva e capacidade para mudar no sentido do que é útil e seguro.

Perde-se demasiado tempo a inventar problemas, a maior parte dos quais nunca vêm a acontecer, contudo prevenir consiste não em imaginá-los, mas apenas ter uma atitude de vida que impeça a entrada de problemas. Uma atitude de vida correcta, a que atende a todos os pormenores, mesmos os considerados mais insignificantes é a chave para fechar a porta aos acontecimentos nefastos. E, mesmo que possamos antever problemas, temos a oportunidade de nos preparamos para os acolher com a melhor atitude.

Não sou apologista da felicidade sem sentido, ou da felicidade através dos bens materiais. No primeiro caso, há pessoas que são evoluídas espiritualmente, donde sobressai uma natural felicidade interior, mas se não houver consciência espiritual, não sabe donde vem essa felicidade e portanto perde-se o seu valor e razão. Isto é fruto, obviamente de evolução trazida à nascença de vidas anteriores e que deve haver uma continuidade na vida presente dessa caminhada espiritual. Infelizmente, muitos jovens não têm apoios sociais e religiosos que os façam caminhar espiritualmente, podendo haver desequilíbrios psíquicos pela falta de ambiente e suporte apropriados.

Quanto aos bens materiais, eles causam apenas uma felicidade instantânea e supérflua, acabam rapidamente e fica a ansiedade de um novo motivo para a satisfação, acabando num ciclo vicioso.
Concluindo, a felicidade ganha-se, resgata-se ao sofrimento e à mediocridade do pensar, à preguiça e à negligência. É um labor pelo ganho de valores superiores, pela simplicidade, pelo altruísmo, enfim pelo bem geral.

Pelos valores elevados se encontra a verdade Divina, que é um benefício para toda a humanidade quando a temos connosco – sendo sem dúvida o caminho para a felicidade.
Que o novo Ano seja uma nova oportunidade para todos rumo à felicidade consciente e espiritual.
Bom Ano de 2014
     


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