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Conciliar

de Maria

em 27 Fev 2016

   Se antigamente Deus era mais sentido, intuído e misticamente vivido, hoje estando estes requisitos assimilados por uma boa parte da humanidade resta usar bem a mente já “recheada” de inteligência, adquirida pela evolução ao longo de tantas vidas, para nos dar o conhecimento mais científico de Deus. Sem dúvida, que Deus tem de ser realizado dentro de cada Ser, mas de forma inteligente; portanto, hoje não basta a fé e a devoção, mas a evolução mental e espiritual exige mais. Cabe a cada um no seu laboratório interno, espaço no qual se processa a alquimia da transmutação chegar ao conhecimento directo e inteligente de Deus.

Se a ciência com os seus métodos racionais vai descodificando cada vez mais os mistérios da vida física, através da Natureza, também vai ajudando colectivamente a humanidade a ter a visão mental mais inteligente e racional da realidade. É isso que se requer; chegar ao conhecimento de Deus não excluindo a matéria pois através dela (foi Ele quem a criou) chegaremos a Ele. Portanto, as observações e descobertas científicas não são incompatíveis com a crença num Criador.
Grandes cientistas da história da nossa civilização, como Kepler, Galileu e Newton todos ligados na Astronomia, acreditavam num Criador, não obstante, devido aos seus conceitos do divino criaram barreiras ao que era óbvio nas suas observações; uns pelo receio da censura da Igreja Católica, outros pelas suas próprias convicções religiosas fecharam, por vezes, portas a certas descobertas. Mas, como tudo tem uma sucessão de acontecimentos e de conhecimentos passando estes para o futuro, houve sempre quem depois viesse (nascesse) com maior abertura mental para levar adiante as explicações dessas descobertas de forma mais avançada, que outros bloquearam pelas suas próprias crenças.

Poucos foram os temerários que aliaram a matéria ao divino. Felizmente ainda há crentes no meio científico que conciliam a sua fé com dados científicos sustentando que quanto mais se descobre a Natureza cósmica mais se descodifica quem a criou, embora alguns digam o contrário; que o Universo não precisa de um Criador, funciona por si mesmo.

No passado fazia-se maior distinção entre o profano e o sagrado, entre o espírito e a matéria. Ao longo da história da humanidade e devido à evolução da mente que foi gradualmente permitindo maior consciência, o homem vai percebendo que em vez de linhas separadas, caminha-se para a conciliação destes dois parâmetros. Não há divisão, pois um não existe sem o outro, tal como o dia e a noite são essenciais à vida, assim devemos conciliar a vida física com a espiritual. Onde quer que estejamos e que opções tivermos tomado, não pudemos fugir desta conciliação natural, pois matéria e espirito estão intrinsecamente impregnados no universo cósmico. Quanto mais Consciência houver em cada Ser, maior será esta compreensão e da possibilidade que haverá para divinizar a vida.

Assim, aqueles que conseguem levar a sua própria vida a graus de elevação desembaraçando-se dos escolhos, vão-se purificando fisicamente para obter maior integração do Espírito numa conciliação cada vez mais harmoniosa. Conciliar os nossos anseios espirituais com a vida material é a mestria que se alcança com a realização espiritual.
     


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