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Mosteiro Budista
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Kathina

de Maria

em 16 Out 2017

   Qualquer celebração budista representa a conciliação entre monges e leigos. Na Kathina, a cerimónia que tem como objectivo a oferta do tecido aos monges para confeccionarem os seus hábitos (vestes), celebra-se no fim do Vassa, que compreende o período de tempo de maior recolhimento devido às monções (Budha viveu na Índia). Este ano, o acontecimento foi a 8 de Outubro, ao qual pude participar e vi com enorme satisfação o interesse de tantas pessoas, pois estavam mais de cento e cinquenta, de nacionalidades diversas, desde portugueses (naturalmente) tailandeses, dinamarqueses, brasileiros, franceses e ingleses.

O tempo permitiu que o evento fosse realizado ao ar livre, no belo jardim do Mosteiro ao qual o Sangha deu o nome de “Sumedharāma”, onde as crianças puderam brincar livremente, mas curiosamente, também estiveram muito compenetradas na hora da cerimónia para colaborarem na oferta da refeição aos monges.

A tradição do Budismo Theravada da Floresta só pode sobreviver com a ajuda de leigos, pois sendo uma linha de renunciantes não podem ter posses nem pedir comida, dinheiro ou o que quer que seja. Assim, a refeição única do dia tem de ser oferecida, o que representa em si mesma uma cerimónia, e este acto de generosidade por parte dos crentes é muito reconhecido pelos monges, que em forma de agradecimento efectuam cânticos e bênçãos.

Quero com esta descrição da Kathina evidenciar que a vinda dos monges para Portugal em 2012 tem-se sedimentado gradualmente e cabe louvar os monges pelo crescente interesse das pessoas ao longo destes anos, quer de portugueses quer de estrangeiros (este Mosteiro está ligado a Amaravati em Inglaterra) que não deixa margem para dúvidas do seu sucesso. O estabelecimento do Mosteiro, permite que os monges ajudem quem quer aprender a meditar com o apoio de uma doutrina ou filosofia, neste caso da budista, para se guiarem na sua caminhada espiritual.

As ajudas têm chegado conforme as necessidades, pois esta linha monástica budista depende de donativos e com eles não só o Mosteiro se mantem, como foi possível começar a construção de um edifico (novo Mosteiro) para albergar futuramente os monges a um quilómetro deste Mosteiro inicial. O mérito naturalmente deve-se aos monges (Sangha) que acolhem gratuita e gentilmente todas as pessoas que desejem ir meditar ou apenas falar com eles numa interacção benéfica para todos.
Bem-haja!


     


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