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Stress – Excesso

de Maria

em 30 Ago 2015

   Aplica-se este termo, stress, quando as pessoas realizam mais actividades e funções para além das suas capacidades. Em termos de saúde física o que fica afectado em primeiro lugar são os órgãos tão importantes, quanto o baço e o pâncreas. A estes órgãos na medicina oriental atribui-se à capacidade do pensamento analítico, reflexão e entendimento. Quando se vive um estado de stress é porque o corpo e a mente excedem os seus ritmos de funcionalidade com muitas acções ao mesmo tempo e portanto, também acelera a actividade cerebral. Dentro da medicina convencional, a substância principal do cérebro é a glicose do sangue cujos níveis são regulados principalmente pelo pâncreas.

Os rins são órgãos responsáveis por armazenar energia vital. Por vezes esses órgãos ficam desvitalizados, seja por má alimentação, seja pelo stress (vida acelerada sem descanso) e surgem a fadiga, dores e mal-estar. O fígado outro órgão que coordena muitos processos metabólicos e em situações de esforço tende a bloquear, provocando tensões que depois se traduzem em impaciência, emoção típica de quem sofre stress prolongado.

Assim, se os órgãos principais do nosso organismo que absorvem e transformam os alimentos que ingerimos não estão em perfeito estado de saúde, suas funções tornam-se insuficientes. Podem, então, aparecer sintomas no aparelho digestivo, como acidez, digestões lentas, gastrites, gases, prisão de ventre ou diarreia, úlceras e cólicas. Também podem surgir na pele como eczemas, desequilíbrios no sistema nervoso e no cérebro causando, angústia, ansiedade, depressão e insónias.

Por outro lado, o sistema cardiovascular sofre alterações que vai desde a tensão alta, a palpitações a taquicardia. Desta forma, o sistema imunológico sofre uma baixa nas suas defesas havendo uma maior probabilidade de sofrer enfermidades, tais como gripes, problemas intestinais, alergias, etc.
Fundamental, então, que se mude o estilo de vida para que tais efeitos não se manifestem. A vida apressada, as emoções alteradas e a má alimentação devem merecer de cada indivíduo uma pausa para reflexão e depois elaborar uma estratégia de hábitos e de atitudes, que conduzam a uma vida saudável, já que qualquer negligência tem impacto na saúde. Levando em conta que o que ingerimos vai melhorar ou piorar o nosso sangue, também a sobrecarga de alimentos, pode causar desequilíbrios no organismo, descompensar o nosso ritmo cerebral e instalar-se uma mente confusa e nublada. É nestas situações de mente confusa sem possibilidades de decisões pela falta de clareza mental, que se recorre a todo o tipo de estimulantes como bebidas açucaradas, chocolates, álcool ou comidas muito condimentadas, que ainda vão piorar mais o funcionamento da mente e do restante sistema físico e o alívio é apenas temporário, pois quando passa o efeito dos estimulantes a realidade é a mesma.

Na realidade, não nos livramos dos maus hábitos atirando-os pela janela fora, antes requer uma consciencialização e um esforço para a mudança que vai permitir uma qualificação psíquica, física e espiritual.

Definitivamente uma boa conduta ou atitude de vida com base numa alimentação saudável e acções precisas e correctas melhora a saúde, ou melhor dizendo, previne a própria doença. Simplificar a vida com disciplina e acções realizadas com mais consciência de si mesmo e, atento a cada passo, ajuda a sensibilizar mais a nossa própria natureza com a Natureza.

Transcrevo um artigo do Diário de Notícias sobre este assunto:
«A ciência está a mostrar que o funcionamento do tubo digestivo, que é regulado por uma rede de neurónios locais, tem implicações importantes também no sistema cognitivo. É da sabedoria popular que "barriga vazia não tem alegria" e que, ao contrário, "barriga cheia, cara alegre". São provérbios de uma lógica transparente, mas, no que toca à barriga, a ciência está a descobrir que além desta relação directa óbvia há mais implicações para a mente e para as funções cognitivas que daí decorrem do que à primeira vista se poderia pensar. Ainda agora um grupo de investigadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, descobriu que os ratinhos com parasitas nos intestinos podem ficar... desmemoriados. Mas a história é bem mais complexa.

Pode dizer-se que não pensamos só com a cabeça ou o coração, mas também com a barriga - ou quase. O que é facto é que o tubo digestivo, incluindo esófago, intestinos ou pâncreas, possui a sua própria legião de neurónios. É o chamado sistema nervoso entérico, uma rede de neurónios que, obviamente, não serve para pensar no sentido que damos à palavra, mas ao qual cabe o papel fundamental da regulação das funções digestivas. É sua tarefa, entre outras, por exemplo, manter em boa ordem os milhões de micróbios que povoam o sistema digestivo, e sem os quais o seu bom funcionamento ficaria comprometido».
     


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